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(Time Line)
 
 

"Cabeça de Martelo" foi composta na primeira metade da década dos 2000 e produzida pela própria autora na segunda metade dos 2000, tendo recebido, posterioremente contribuições de Bruno Queiroz nos arranjos eletrônicos para ser apresentada pela "DJ Subaquática" no Projeto Sereia Lab.

"Sereia" foi composta nadando de costas no mar no final da década de 90. A inspiração veio do folclore brasileiro e a relação instigante do mito com a música, o feminino e a sedução. No ínicio era uma música  que foi composta cantarolando e acompanhou a cantora na sua viagem ao exterior, mas era apenas cantada  quando ia nadar nos parques aquáticos para relaxar. Apenas alguns anos depois ela foi harmonizada e até hoje não possui um arranjo definitivo. A canção têm sido objeto de experimentações sonoras variadas.

Em 2017 torna-se Mestre em Design com o trabalho "Arte Eletrônica: elo perdido entre Ciência, Design e Tecnologia" e ingressa no Doutorado em Bioética com a proposta de melhor investigar a Filosofia da Tecnologia.

Outros Mixes:
 
Outros trabalhos, participações em conferências e estudos neste ano:

"Mensageira das Galáxias": protótipo de roupa com resposta sensorial ao som.   Versão 1.0.

"Cabeça de Martelo" foi composta na primeira metade da década de 2000, com arranjos da autora, em gravações da segunda metade da década dos 2000. Para as apresentações subaquáticas da canção, a programação eletrônica recebeu também contribuições de Bruno Queiroz em 2009.

 

         Outros trabalhos e estudos neste ano:               

Neste mesmo ano há também uma produção contínua de aquarelas que também fizeram parte de uma exposição na Igreja dos Marinheiros da Noruega em 2015.

 
 

O projeto de laboratório inventivo, que planeja sempre novos desenvolvimentos e um contato com o público que influa em conhecer-se através de muitos olhares, e o olhar de uma artista, mulher, que viveu através do mundo submersa, ficou "estacionado" pelo desinteresse das políticas culturais em curso, ou pela não aplicação dos princípios estabelecidos pela mesma. Com o esgotamento dos seus investimentos e um novo período de vida madura se aproximando, a artista caiu em depressão por alguns períodos, ainda assim realizou diversas pequenas produções, dentro dos precários recursos disponíveis, com muita criatividade e amor interno envolvido. Um amor de vontade de espalhar beleza pelo mundo. Sereia Lab foi o primeiro trabalho dentro da nova era digital a explorar, ou re-explorar as relações do corpo com a água, utlizando tecnologias interativas e procurando resgatar a "sereia" de um imaginário mitológico onde a sedução possa vir pelo som, pelos estímulos a imaginação, mais do que apelos de imagem, sexualidade, e da "objetificação de corpos" contemporâneos.

CONTATO

Nascida na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, sua primeira infância foi semi-rural ou semi-urbana, fato que já a fez "alienígena" entre os colegas, quando se mudou para o Rio-cidade aos 7-8 anos, no final dos anos 80. A vida na Tijuca foi entre as Letras, Cinema e Música. Estudou piano sem que tivesse o instrumento em casa. Mais tarde voltou a estudar música, participou de bandas e grupos musicais no Colégio, foi ativista estudantil, formou-se em Ciências Sociais, ganhou um Prêmio de Ciência e Tecnologia com a monografia de final de curso, em 92, após novos e mais aprofundados estudos de Música, ganhou um Festival em 95, outro maior em 96 e, ao final  de 97 foi para a Alemanha a convite de uma Escola de Música. No Rio dava aulas de música, canto, história, sociologia e, posteriormente, também de inglês. Têm uma formação diversa, com cursos livres de dança, teatro, circo, computação, mergulho, artes marciais, entre outros.

Seu primeiro "show" divulgado em folhetos xerocados data do início dos anos 90. No início de 98 na Alemanha fez shows-solo e participou de turnês e gravações como cantora contratada para vocal solo. Ainda em 98 foi morar na Inglaterra onde fez performances em lugares como o ICA de Londres e o Jazz Cafe em Candem Town. No Brasil no início dos 2000, fez pequenos shows em centros culturais, sempre com misturas de diversas influências musicais e bases eletrônicas. Sem o auxílio de internet ou "redes sociais" havia dificuldade em "formar público" e todo sistema de produção musical nestes períodos em que a artista atuou mais na música requeria, na maior parte das vezes, que o próprio artista investisse em tudo, desde a contratação da casa até toda estrutura de pré-produção, que envolve divulgação e muitos outros elementos.

Passou a direcionar seu trabalho para performances individuais nas Artes Visuais, onde todo o processo criativo de preparação, concepção e investimento é mais fácil de administrar do que convocar músicos, contratar estúdios, investir em gravações, etc. Assim, entre 2003 até os dias de hoje, participou com performances, conceituais, musicais, interativas, com ou sem novas tecnologias, em galerias ou espaços abertos no perímetro urbano, até que em 2009 realizou sua primeira exposição solo como artista visual, da performance, da música e da pesquisa com novas tecnologias. "Sereia Lab" foi resultado de um longo percurso de vivências e chamou atenção das mídias e sociedade por sua ousadia e atualidade. Infelizmente, após dois contratos resultantes de seleção em Edital público e mais de 7 certificações aprovadas em Leis de Incentivo, além de participações confirmadas de artistas e pesquisadores de reconhecimento, histórico e produções realizadas, a artista não teve mais oportunidade de apresentar o trabalho em outros locais do Brasil, para onde era possível viajar com o aquário de 500kg e produzir a exposição, a despeito de cartas confirmadas de interesse de Museus e Galerias em diversos locais.

 

BIO

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